O Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) promoveu na tarde desta quarta-feira, 29 de agosto, debate relativo à lei que ordena a fiscalização e a inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal. O assunto é controverso e ainda provoca polêmica. O encontro, coordenado pela representante do Simvet/RS, Andrea Troller Pinto, faz parte de um seminário que trata de interesses da categoria e se encerra na quinta-feira, dia 30 de agosto. Os painéis estão sendo realizados na Casa do Veterinário, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

 

As diretrizes referentes à segurança militar vigoram desde o início do ano, no Rio Grande do Sul, de acordo com a lei 15.027/2017. A partir de então, a fiscalização precisa ser realizada por técnicos agropecuários públicos e as inspeções por médicos veterinários que estejam devidamente habilitados. De acordo com a representante do Simvet/RS, não há diferença entre ser a favor ou contra as novas medidas, mas a legislação deve ser respeitada. “Precisamos ter responsabilidade, sejamos funcionários ou empregados, para garantir a saúde pública”, afirmou Andrea.

 

O médico-veterinário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  (Mapa), Leonardo Werlang, destacou que 4,95 mil estabelecimentos são atendidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos quais 400 no Rio Grande do Sul. Werlang afirmou que, entre os desafios do sistema, estão ações como auto sustentabilidade financeira, padronização do mercado interno com o exportador e aumento da transparência. O dirigente destacou o envolvimento dos profissionais. “O objetivo maior é o consumidor e a participação do médico-veterinário é fundamental”, disse.

 

O diretor geral da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Antônio Aguiar, apresentou o funcionamento do projeto de modernização da inspeção de produtos de origem animal. Ele prestou esclarecimentos sobre as atividades de inspeção e fiscalização sanitária. “Sem trabalho de defesa sanitária com credibilidade, não conseguimos exportar. Temos um número muito grande de veterinários que ficam vinculados à defesa”, afirmou.

 

Fotos: Fernando Spolavori/Divulgação